O Ministro dos Transportes e Comunicações desafia EUA a fazer auditoria para avaliar corrupção na LAM
Carlos Mesquita diz que o Governo ainda não recebeu informação oficial
e não foi notificado sobre as suspeitas das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM)
terem sido subornadas para fechar o negócio da compra de aeronaves à fabricante
brasileira Embraer.
Confrontado pelo “O País” sobre a notícia avançada
pelo jornal brasileiro Folha de São Paulo, citando uma investigação do
Departamento de Justiça dos EUA, segundo a qual há suspeitas de que a LAM tenha
sido subornada para comprar dois jactos Embraer 190, em 2008, Carlos Mesquita
esclareceu não se tratar de informação oficial.
“Ainda não temos evidência nenhuma. Eu próprio tive
conhecimento da informação através das redes sociais”, disse o ministro,
deixando um desafio ao Departamento de Justiça norte-americano. “Quem é de
direito terá que fazer uma avaliação, uma investigação ou auditoria e trazer
depois a informação certa para ser devidamente tratada”, desafiou o ministro.
Mesmo sem notificação, Carlos Mesquita garante que
caso seja necessário o Governo tem formas de apurar se ouve ou não corrupção.
“As contas são devidamente apresentadas. Há factos que
são inegáveis que são os processos de transações, portanto o Governo poderá sem
dúvidas aferir esses valores através de relatórios ou processos de aquisição e
ver exactamente qual é a verdade que existe nesta informação”, concluiu.
Em Setembro último, o Gabinete Central de Combate à
Corrupção abriu uma investigação para esclarecer o destino dado ao valor da
venda de duas aeronaves da LAM, que, entretanto, não aparece reflectido na
contabilidade da companhia.
Segundo o gabinete que investiga crimes de corrupção,
está em causa a compra, venda e aluguer de duas aeronaves do tipo Q 400, num
processo que envolve a LAM e uma empresa estrangeira, cuja análise sumária do
processo levou a suspeitas de que tenha havido esquemas de corrupção na
aplicação do valor referente à operação.

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