Instrutora de ioga acusa Donald Trump de abuso cometido há 18 anos
Ao lado de outros homens, ele fez comentários e
deslizou a mão sobre meus seios.
Karena Virginia diz que 'cansou' de ficar quieta, mas não planeja processo.
Karena Virginia diz que 'cansou' de ficar quieta, mas não planeja processo.
A instrutura de ioga Karena Virgínia acusou nesta
quinta-feira (20) o candidato presidencial republicano dos Estados Unidos, Donald
Trump, de tê-la abusado há 18 anos.
Virgínia ofereceu uma entrevista coletiva em Nova York
junto à advogada Gloria Allred, que há uma semana representou outra mulher que
teria sido abusada por Trump.
A instrutora de ioga, de quem não foram divulgados
detalhes muito pessoais, chorou várias vezes ao lembrar de seu encontro com o
magnata republicano em 1998, na saída do Aberto de Tênis dos Estados
Unidos.
"Estava esperando um carro para me levar para
casa quando me dei conta de que Donald Trump se aproximava. Eu sabia quem era,
mas não o conhecia" contou Virgínia.
A mulher disse que Trump estava junto com outros
homens e que enquanto o grupo se aproximava, fazia comentários que a fizeram se
sentir como um objeto, não como uma mulher.
"'Olhem, vejam a esta, não a vimos antes, olha
essas pernas'. Depois ele se aproximou e com sua mão direita pegou meu braço
direito e a deslizou", denunciou Virgínia, que diz que ele tocou seus
seios.
A instrutora de ioga confessou que manteve esta
experiência em segredo já que se sentia envergonhada pelo o que tinha
acontecido e que, de fato, o problema com Trump deixou sequelas emocionais e
psicológicas.
"Deixei de usar vestidos curtos e saltos altos,
me sentia culpada", contou entre lágrimas.
Virgínia, no entanto, decidiu publicar seu relato como
uma amostra de força e de apoio para outras nove mulheres que também
denunciaram episódios de assédio sexual contra o candidato republicano.
"Estou aqui por mim, pela minha filha e pelas
outras mulheres que merecem ser respeitadas. Muitos me disseram para não fazer
isso por medo, mas cansei", acrescentou soluçando.
Desde que as nove mulheres relataram os episódios envolvendo o
candidato, Trump rejeitou categoricamente todas estas acusações, qualificando
todas as mulheres de "mentirosas" e ontem à noite ainda afirmou que
algumas delas só buscam "dez minutos de fama".
Junto à instrutora de ioga se manteve todo o tempo
Allred, que garantiu que não conhecia a Virgínia até ela entrar em contato.
Allred, além disso, voltou a reiterar que apoia a
candidatura de Hillary Clinton, mas que sua tendência política
não se mistura com seu trabalho profissional.
"Eu apoio Hillary Clinton, mas também tenho minha
própria firma legal e ninguém me diz o que fazer com ela", disse.
A advogada confirmou que por enquanto Karena Virgínia
não planeja transformar suas acusações em um processo legal formal contra
Donald Trump.

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