Forças de Defesa e Segurança moçambicanas vão continuar a desmantelar posições e bases da Renamo
Falando em conferência de
imprensa de balanço semanal da actividade policial, o porta-voz do Comando
Geral da Polícia da República de Moçambique, Inácio Dina, afirmou que a tomada
nos últimos 15 dias de bases da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) nas
províncias da Zambézia, centro do país, e de Nampula, norte, visa a remoção do
braço armado do principal partido de oposição.
"As Forças de Defesa e
Segurança moçambicanas vão continuar a desmantelar as posições e bases da
Renamo até que não haja nenhuma ameaça à ordem e segurança pública",
afirmou Dina.
O porta-voz do Comando Geral da
Polícia confirmou igualmente a morte de uma criança e o ferimento do secretário
de um bairro em Muxúnguè, distrito de Chibabava, província de Sofala, centro do
país, durante o ataque à residência do responsável, que o Governo atribuiu à
Renamo.
Nas duas últimas semanas, as
Forças de Defesa e Segurança moçambicanas tomaram uma base no distrito de
Murrupula, província de Nampula, e outra no distrito de Mocuba, província da
Zambézia, apreendendo armas e munições e medicamentos.
Nas duas províncias, centros de
saúde foram visados em ataques que as autoridades moçambicanas atribuíram à
Renamo, no actual contexto de violência militar que opõe o braço armado do
movimento e as Forças de Defesa e Segurança.
A actual vaga de violência
militar em Moçambique seguiu-se à recusa da Renamo de reconhecer a derrota nas
eleições gerais de 2014, acusando a Frente de Libertação de Moçambique
(Frelimo), partido no poder, de fraude no escrutínio.
A Renamo exige governar em seis
províncias do centro e norte do país onde reivindica vitória.
SAPO

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